
Livre como o canto
setembro 3, 2009Sala de Música
by Athie Henrique
Por que a gente tem mania de virar pro artista e perguntar:
“Qual é o conceito da sua obra?”
A gente não sabe que a arte é livre e qualquer definição se torna limitante?
Então, porque a gente insiste?
Porque a gente quer saber, oras!
Passamos a vida tentando definir aquilo que inquieta, justamente pra aquietar um pouco.
Aí, mesmo sabendo que a pergunta é chata, eu viro pro Athie e lanço a pérola: qual o conceito da sua obra? Justo pro Athie, responsável pela sala de música do Interior Decor – sim, música, outra arte que transpira liberdade.
E o que ele diz?
“Meu ambiente não tem como ser dito. Ele tem que ser visto, ouvido e sentido.”
Pô, Athie! Facilita! Isso a gente já sabia! Mas estamos curiosos, adianta aí um pouco do que vai rolar, vai…
Legal, iluminou um pouco as ideias. Essas lanternas foram criadas pela designer Jacqueline Terpins, que costuma fazer milagres em vidro. É a parte moderna da sala de música. A outra parte é clássica. Dos tempos da vovó. Ou dos tempos da tropicália? Perae, o futuro já chegou? Aquieta a gente, Athie! Como você explica isso tudo?

“Projeto contemporâneo com uma linguagem atemporal. Clássico com um toque de modernidade. Mistura do sofá da vovó com a poltrona anos 60 e o rádio geração 2010. Materiais diversos que privilegiam a natureza, o atual e o antigo: pele bovina, espelho, madeira, mármore, peças em ferro folheadas a ouro. Por isso, pode figurar em qualquer paisagem: tanto na casa de campo quanto em um apartamento no centro de São Paulo.”
Melhorou, né? A gente espera pra ver, sentir, tocar e ouvir. Até dia 18!

Mas creio que para o projeto ser contemporâneo, ele não tem de levar em consideração a matéria, a forma e a cor. Isto é herança do modernismo. Mas achei legal o fato de ser atemporal, pois a música também viaja o pressauro.
Seu espaço estava um show de bom gosto. Muito inspirador…Parabéns…Lili:)