Uma mostra de arquitetura e decoração sediada em Bauru não poderia deixar de homenagear o arquiteto Jurandyr Bueno, que inspirou o surgimento de vários profissionais da área, contribuindo para que a região se tornasse um verdadeiro celeiro de talentos.
Ele morreu no dia 6 de fevereiro deste ano, deixando uma considerável herança para a arquitetura brasileira e, sobretudo, para Bauru. Por tudo isso, o anuário do Interior Decor Bauru vai trazer uma reportagem especial sobre a vida de Jurandyr.
Para conhecer mais o trabalho do arquiteto, nós conversamos com Carlos Alberto Borges, o Beto, ex-sócio e amigo, que acompanhou boa parte das ideias e do processo criativo desse “visionário maluco”, como ele mesmo definiu. Afinal, não é qualquer um que encara construir uma avenida com 6,7 quilômetros de extensão “no meio do nada”.
À primeira vista, uma grande loucura, economicamente impossível, de utilidade improvável. Mas, estamos falando da Nações Unidas, que se tornou a espinha dorsal do trânsito bauruense.
Na parede do escritório onde Beto nos esperava para a entrevista, este quadro.

Seria apenas mais um quadro bem elaborado, se não houvesse um dado curioso que dá ainda mais charme à obra: Ele foi feito por Jurandyr quando ele tinha apenas 16 anos de idade. Isso mesmo, 16 anos e uma noção perfeita da anatomia humana, domínio do grafite, porte de artista experiente. Um pouco do perfil de toda essa genialidade, você fica sabendo com exclusividade aqui no blog, ouvindo um trechinho da nossa entrevista.

O quadro está na entrada do home-office projetado pelo arquiteto Gabriel Ishida, especialmente para o Interior Decor. A imagem – intitulada “O poder da ausência” – retrata tudo aquilo que o ambiente NÃO pretende estimular: o pesar do trabalho, tantas vezes estressante, rotineiro, que desgasta o homem pela falta do prazer em realizar. Afinal, sucesso é ser feliz, e a felicidade pode ter tantos caminhos quanto as interpretações possíveis dessa obra. Como o próprio Gabriel diz, “luxo é ser, não exatamemente ter posse. Ou, ter posse do ser. Assim, cada cantinho é um estado de arte inigualável, como todas as individualidades”.
Embora esteja sempre em contato com a parte burocrática da profissão, o trabalho de Gabriel é essencialmente artístico e respira liberdade. Os quadros, feitos por encomenda, desconcertam e mexem com as estruturas já no esboço. Parece uma realidade diária distante de muitos executivos. Mas, com um escritório zen, funcional, prático, lado a lado com a natureza, ele mostrou que é possível trabalhar com produtividade e prazer em qualquer função. “Graças à tecnologia, tudo está ao alcance de um clique: as estações de trabalho estão conectadas à casa, permitindo o conforto e a convivência com a família e renovando o núcleo de vivência e prazer social”, explica.








Legal, iluminou um pouco as ideias. Essas lanternas foram criadas pela designer Jacqueline Terpins, que costuma fazer milagres em vidro. É a parte moderna da sala de música. A outra parte é clássica. Dos tempos da vovó. Ou dos tempos da tropicália? Perae, o futuro já chegou? Aquieta a gente, Athie! Como você explica isso tudo?

